Protestos
Milhares de pessoas vão às ruas contra Bolsonaro em Pelotas
Pedidos de impeachment do presidente, retorno do auxílio emergencial e vacina para todos estiveram entre as principais pautas da manifestação
Jô Folha -
O primeiro sábado de julho foi marcado por protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Pelotas. A cidade fez coro à uma série de manifestações que acontecem ao longo deste sábado contra o governo federal. A mobilização iniciou por volta das 10h, no largo do Mercado Público e só se encerrou após o meio-dia, no Altar da Pátria, na avenida Bento Gonçalves. Entre outras pautas, uma delas ganhou mais destaque pelos manifestantes e ecoou no Centro de Pelotas: o pedido de impeachment do presidente Bolsonaro.
Diante da atual conjuntura política, sair às ruas é visto como um dever pelos manifestantes. “O presidente é mais perigoso do que o vírus. O governo dele custou 500 mil vidas de entes queridos. É uma política de morte. É nossa obrigação estar na rua lutando contra tudo isso”, argumenta uma das coordenadoras da manifestação e integrante do CPERS, Carla Cassais. Além dos pedidos de impeachment e das críticas ao modo como o governo federal lidou com a pandemia, outras três pautas estiveram presentes na mobilização: o retorno do auxílio emergencial de R$600 e posicionamentos contrários à aprovação da reforma administrativa e aos cortes de orçamento na educação pública. “O governo quer aprovar uma reforma administrativa que precariza o serviço público. Mas ela não é prejudicial apenas para os servidores, mas também para quem utiliza estes serviços. Os trabalhadores precisam de saúde e educação pública. Essa reforma coloca uma pá de cal em tudo isso”, afirma Carla Cassais.
Para ir às ruas e protestar com segurança, os organizadores da manifestação procuraram seguir os protocolos da Organização Mundial da Saúde (Oms). Foram distribuídas mais de mil máscaras PFF2 - adquiridas pela coordenação da passeata -, não apenas para quem compareceu à mobilização, mas também para a comunidade pelotense. “Nós somos conscientes do momento da pandemia e da conjuntura política. Nossa intenção é dialogar com a população e uma das formas de fazer isso é distribuindo máscaras. Muitas vezes, as pessoas não tem recurso para comprar uma máscara adequada. Nós compramos as que são indicadas pelos organismos de saúde para que possamos proteger a população”, destacou o professor universitário, Giovanni Frizzo.
Frente ampla
No movimento, estiveram presentes diversas representações sociais. Coordenados pela Frente em Defesa do Serviço Público, das Conquistas Sociais e Trabalhistas, centrais sindicais, movimentos estudantis, feministas e militantes de causas sociais participaram da manifestação. “Foi um sábado de manifestação que ganhará voz e continuidade até que sejam aceitos os pedidos de impeachment contra Bolsonaro”, declara Frizzo.
Manifestações no país
Os protestos aconteceram em todo o país ao longo deste sábado. Em Belo Horizonte-MG, um grupo de manifestantes colocou fogo em pneus e interditou o elevado Dona Helena Greco, na região central da cidade. Assim como em Pelotas, também foram gritadas palavras de ordem contra o governo Bolsonaro. No Rio de Janeiro, o movimento foi coordenado por centrais sindicais, partidos políticos e militantes das causas scoiais. Além das críticas ao Executivo, também houve pedidos de aceleração das imunizações contra a Covid-19, defesa dos direitos LGBTQIA + e fim das privatizações.
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